À conversa com… Mariana, um presente chamado aluna(o)!

À conversa com… Mariana, um presente chamado aluna(o)!
«As tuas dores serão também as minhas dores». Assim começa esta conversa entre Marianas. Sim, são duas: uma é a outra no espelho.
As Marianas são amigas de carteira. Partilham sonhos, algumas dores (de crescimento), muitos sorrisos.
A conversa desenrola-se cúmplice. Fala-se da escola, da estranheza de, repentinamente, acordar no 10.º ano; do secundário como surpresa (coisa séria, mas boa); do futuro já à vista.
Fala-se de crescimento.
Cada nova etapa é como empurrar uma porta fechada: traz a hesitação, a curiosidade, a coragem que permite abrir. Não há como ficar no umbral, porque o crescer leva-nos para depois do agora, força-nos a seguir. Mas é um esforço que se aceita como natural e bom: «estou melhor agora, no secundário».
Fala-se de escola, de esforço e de superação. Fala-se de honrar o direito conquistado de estudar: «Como mulheres, nem sempre pudemos ocupar o nosso lugar na escola». Fala-se de tomada de consciência e de amadurecimento: «É bom chegar ao 10.º ano».
Fala-se de crescimento!
Nota à margem:
As letras do alfabeto identificam cada aluno nosso, de A a Z, todas, incluindo o M de Marianas. É o alfabeto dos que foram, dos que são, dos que serão. Vêm à escola para aprender e para crescer. No fundo, as dores de uns são as dores de todos, vividas como únicas na intimidade de cada um!
Há tantos nomes como cadeiras, que nunca ficam vazias, à espera de setembro. Nos rostos, novos ou regressados, a estranheza inicial vai cedendo lugar à certeza de que, antes de seguir adiante, é preciso sentar na cadeira da escola a ouvir, atentamente, a lição do professor!
Até setembro!
Armanda Oliveira e Clara Mesquita