50 anos depois da ida do homem à Lua!

No âmbito do projeto eTwinning “From Magellan to Armstrong: 500 years of adventure!” que promove a educação intergeracional”, desafiamos a aluna Beatriz Duro a entrevistar a sua avó, D.ª Ernestina, recolhendo o seu testemunho desse momento tão marcante para a humanidade, a chegada do homem à lua.

 

A viagem do Homem à Lua foi um dos grandes marcos da evolução Tecnológica da Humanidade, a primeira vez que o Homem pisou a Lua foi a 20 de julho de 1969.Tal feito foi realizado por Neil Armstrong um dos membros da missão “Apollo 11”.

As viagens até à Lua tripuladas foram resultado de uma disputa travada entre Americanos e Soviéticos. O conflito entre as duas nações, nos diferentes níveis, tecnológico, económico e bélico, fazia com que esta missão espacial fosse vista com orgulho, mas também com rivalidade, e medir de forças.

O programa “Apollo” sofreu um enorme baque quando a 21 de fevereiro de 1967 foi lançado a “Apollo 1”, e devido a várias circunstâncias e alguns defeitos na construção ocorreu um incêndio no interior da cápsula, resultando a morte de três astronautas. Devido a este acidente, as opiniões, divergiam, uns eram a favor que o programa “Apollo” prosseguisse, outros achavam que já se tinham perdido muitas vidas. Mas com a “Apollo 11” dá-se o grande momento da expedição e Neil Armstrong e o seu companheiro Edwin Aldrin pisaram a Lua pela primeira vez. A notícia foi divulgada através dos poucos meios de comunicação existentes na altura. A televisão embora a preto e branco transmitiu em direto. Apesar de ter sido a 20 de julho de 1969, Portugal devido à diferença do fuso horário só na madrugada de 21 é que foi possível assistir e ouvir as palavras de Armstrong, o chefe de equipa, quando pisou o solo lunar, proferiu uma famosa frase: “Este é um pequeno passo para o Homem, mas um gigantesco salto para a Humanidade.”

Nessa altura eu já trabalhava e embora fosse um dia normal, houve mais excitação e ansiedade, o tema de conversa era sempre o mesmo “O Homem foi à Lua…”.

Foi uma noite sem dormir, acompanhada de alguma desilusão, já que o que era dado a ver não era assim tão espetacular, como se imaginava. O que era possível ver na televisão eram: dois homens aos saltinhos em cima de um solo que lembrava um deserto. Parte da noite estive com o meu pai, mas depois acabei por ficar sozinha e confesso, que por ingenuidade ou por burrice, cheguei a olhar para a Lua, na esperança de a olho nuo visualizar algo melhor do que aquilo que a televisão mostrava.

A minha reação, e a de muitas pessoas, era um misto de orgulho e ao mesmo tempo receio das consequências negativas que alguns teimavam em fazer acreditar. Tal como com os Descobrimentos Portugueses existiram “Velhos do Restelo”, aqui também não faltava quem quisesse denegrir este feito. Sim tive medo, pois havia muita rivalidade Americana/Soviética e a possibilidade de uma guerra pairava nas nossas cabeças.

Mas, na minha opinião, não mais houve um acontecimento com tanto impacto como a ida do Homem à Lua. Cinquenta anos passados podemos considerar, que este acontecimento representa o triunfo da vontade humana.

Beatriz Duro, 7º C

Celebrar a leitura

O Dia da Biblioteca Escolar (28 de outubro) começou por ser assinalado com a atividade “Os livros da minha vida”, que contou com a participação da professora Paula Morais na dinamização da atividade, pretendendo-se que, por via da apresentação de um conjunto de livros que a ajudaram a formar-se como leitora, os alunos se sintam cativados para o ato de ler. E foi o que aconteceu! Neste dia de chuva, convidativo à leitura e à introspecção, a professora Paula Morais, apresentou várias obras à turma convidada de 11º ano, entre eles. “O nome da Rosa” de Umberto Eco.

A professora Paula Morais fez uma extraordinária abordagem aos livros que a marcaram como leitora e que foram até fundamentais em determinados períodos da sua vida. O seu forte poder de argumentação, os seus conhecimentos profundos sobre as obras e a sua simpatia cativaram a plateia, que atenta e interventiva seguiu esta bela e emocionante apresentação. No discurso encantador, emotivo e apaixonado, falou dos livros, das histórias, dos autores e das suas experiências literárias, de um modo tão sentido, próprio de quem ama os livros e a leitura. Inspiradora a sua preleção. Os alunos do Ensino Secundário não poderiam ter tido melhor testemunho da importância da leitura.

Dia dos Direitos Humanos (10 de dezembro)

A biblioteca escolar e os grupos disciplinares de História e Geografia de Portugal  e de Filosofia assinalam conjuntamente o Dia dos Direitos Humanos (10 de dezembro), na próxima segunda-feira, com uma iniciativa destinada aos alunos de 6º ano.

O docente Paulo Paiva e os alunos do 12º C dinamizarão no pequeno auditório da biblioteca, pelas 10: 20 horas, uma sessão evocativa dos 70 anos da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) e os 40 anos da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

Será ainda iniciada uma campanha de recolha de assinaturas em prol das petições da Amnistia Internacional.