

No passado dia 16 de abril as turmas C e D, do décimo primeiro ano, acompanhadas pela professora Margarida Duarte e pelo professor José Pedrosa, ambos do grupo disciplinar de História, deslocaram-se, em visita de estudo, ao Porto Romântico como forma de consolidação, in loco, das aprendizagens efetuadas.
Aproveitando o bom tempo que já se fazia sentir as duas turmas deslocaram-se em transporte público – o AGRcanelas é uma Eco-Escola – o que permitiu uma maior interação entre os alunos das diferentes turmas, os professores e os outros transeuntes.
Da parte da manhã foi possível caminhar um pouco pelo trajeto do Porto Romântico e visitar o Museu Municipal do Romântico, situado na Quinta da Macieirinha. Este é um dos refúgios mais charmosos, com o glamour do Porto burguês do século XIX, e que nos permitiu uma viagem ao passado.
O interior do mesmo é admirável, com as suas salas reconstituídas com mobiliário de época, porcelanas, pratas e quadros que ilustram o gosto romântico, assim como os dois pianos de cauda, tendo sido autorizado tocar num deles.
Um dos aspetos mais interessantes é o facto desta casa ter servido de última residência a Carlos Alberto, da Casa de Saboia, rei da Sardenha, que ferido após a derrota de Novara, encontrou no Porto, cidade liberal e invicta, um enlace perfeito com os seus ideais. Foi possível visitar o quarto onde o monarca passou os últimos dias e admirar as vistas que o mesmo teve sobre o Douro e as suas encostas. Foi, também, possível observar duas obras de engenharia imponente sobre o rio Douro – a ponte da Arrábida e a futura ponte Ferreirinha, que servirá o metro.
O almoço, estilo picnic, foi nos jardins do palácio, local onde se assistiu a uma luta titânica contra as gaivotas e os pombos. O resultado final redundou numa retirada estratégica depois de rissóis, panados, entre outros, terem sido tomados de assalto.
Fomos então em direção ao Museu Nacional Soares dos Reis, localizado no magnífico Palácio dos Carrancas, e que é o museu de arte pública mais antigo de Portugal.
O museu leva o nome do maior escultor do romantismo português, António Soares dos Reis, tendo sido vista e analisada a sua obra-prima “O Desterrado”, que é a peça central e uma das esculturas mais emocionantes do romantismo.
Sendo a temática o Romantismo, a visita guiada focou algumas das obras, especialmente pinturas, mais emblemáticas que o museu alberga nesse contexto. Foi possível, também, observar e analisar obras de Henrique Pousão e Silva Porto, pintores naturalistas que captaram a vida rural e luz dos campos portugueses como ninguém.
Destaque ainda nesta visita para a presença de duas pinturas do génio português Domingos Sequeira e que habitualmente se encontram no Museu Nacional de Arte Antiga – a Adoração dos Magos e a Descida da Cruz. Estas são, provavelmente, o marco da sua genialidade, na qual a luz não serve apenas para iluminar os objetos, ela é o tema da pintura e as formas dissolvem-se na própria luz.
No final da visita, já a tarde ia longa, foi tempo de regressar à “nossa” casa, AGR Canelas.










