Literatura em Diálogo com a Arte: Do “Medo” à Superação na Bienal Escolar

Dando resposta ao desafio lançado pelo Plano Cultural de Escola (PCE) para que os docentes colaborassem ativamente no âmbito da Bienal, a disciplina de Literatura Portuguesa, sob a orientação da professora Paula Morais, promoveu uma atividade que reforça a importância de estimular o pensamento disruptivo e a autonomia criativa dos estudantes. A iniciativa, que envolveu os alunos do 10.º B , partiu do mote proposto pelo Plano Nacional das Artes (PNA) em torno da temática  “E em vez do Medo”, transpondo-o para um exercício de interpretação estética e criação literária.

Mais do que uma simples tarefa letiva, o projeto incentivou os estudantes a olhar a arte de forma ampla e sem preconceitos. A partir da observação de pinturas que exploram o medo, a professora Paula Morais desafiou a turma a reinterpretar essa emoção através da ótica da superação. Este processo transformou a sala de aula num espaço de reflexão crítica, onde os alunos foram instigados a expressar as suas visões pessoais através de diferentes linguagens, fundindo a literacia visual com a expressão escrita e digital.

Entre os trabalhos produzidos, destacam-se momentos de profunda sensibilidade, como o vídeo realizado pela Mariana Moreira, sobre a obra de A. Pasquale, onde a análise da imagem ganha uma dimensão narrativa própria,e o poema do Tiago Sotto Mayor, inspirado num quadro de Salvador Dalí, que traduz em versos a complexidade do surrealismo e da superação.

O culminar deste trabalho não só evidenciou as competências de escrita e digitais dos alunos, como também materializou o espírito de colaboração pretendido pela Bienal. A articulação entre a literatura e as artes visuais revelou-se, assim, uma estratégia pedagógica fundamental para a construção de sentido e enriquecimento cultural.

Este projeto demonstra que, quando a escola aceita o desafio de cruzar saberes e apostar na experimentação, consegue transformar o processo de aprendizagem numa experiência mais significativa. A colaboração da professora Paula Morais e o empenho dos alunos do 10.º B  são o exemplo prático de como a escola se afirma, diariamente, como um território de criação, diálogo e superação.