ACONTECEU

 

        Não Lisbon, mas Canelas revisited

       Em fevereiro e a convite do projeto Na Senda dos Contos, o ator António Domingos revisitou a sede do nosso Agrupamento com roupagem de Álvaro de Campos. No espetáculo teatral «A visita do Sr. Engenheiro», o ator – metamorfose do poeta da Modernidade -, entabulou uma conversa consigo próprio, entrecortada por trechos de sete poemas do heterónimo. Ou terá sido o contrário?

       Preso às reflexões e ao texto de Pessoa, ora evocados pelo ator ora interrompidos momentaneamente por difusas interpelações do performer, o público vogou durante 50 minutos na arte e na poesia do múltiplo «Sr. Engenheiro»: insidioso, subtil, diáfano, brilhante…

Sara Ribeiro      

Diferente Por Um Dia

    Um dia estava a passear, por uma floresta misteriosa, era um pouco longe de minha casa, mas mesmo assim a minha mãe deixou-me ir passear nessa floresta.

   Estava a correr, quando de repente, mesmo à minha frente apareceu a rainha das fadas, que me disse:

   – Duarte, tu gostas da natureza, não gostas que as pessoas matem os insetos sem motivo nenhum, sabes a importância das abelhas e amas a liberdade.

   – Concedo-te estas asas e a varinha de condão. Tens isto por um dia, se quiseres é claro.   Se quiseres tens de as usar para melhorar o mundo. – Acrescentou ela.

   – Claro que quero! – Respondi

    A rainha das fadas ofereceu-me os objetos e desapareceu.

    Sem perder mais tempo, parti para ajudar as pessoas. Comecei por Portugal. Resolvi os problemas das pessoas pobres. Quando terminei passei para Espanha, nesse país fiz a mesma coisa.

   Continuei pelos países que estavam em guerra. Resolvi os problemas das pessoas pobres.

   No final do dia voltei para a floresta. Infelizmente graças ao tamanho do mundo, não consegui ajudar todos. Chegou a meia noite e perdi as asas e a varinha, desta vez a rainha das fadas não apareceu, apesar do que aconteceu não desisto de melhorar o mundo.

 

      Nuno Duarte Novo, 5ºD

Quem Quer Ser Bilionário? Danny Boyle

Os alunos do 9ºC visionaram o filme “Quem Quer Ser Bilionário” de Danny Boyle e, num trabalho interdisciplinar, escreveram uma apreciação crítica.

 

         O filme “Quem quer ser bilionário” do realizador Danny Boyle, produzido em 2008, tem como principal trama o brilhante desempenho de um jovem, Jamal Malik, personagem principal, no famoso concurso televisivo, “Quem Quer Ser Bilionário?”. Jamal consegue chegar à questão final e vence surpreendentemente o concurso.

        Cada questão colocada pelo apresentador desperta a memória de Jamal… e as suas respostas são fruto da sua experiência de vida e das memórias da sua infância e juventude. Assim, em torno da ação central, o filme mergulha na Índia profunda e apresenta diversos temas que mostram o desrespeito pelos Direitos Humanos.

     Na verdade, esta película cinematográfica mostra-nos graves problemas sociais. Relativamente ao sistema educativo, por exemplo, para além de muitas crianças não poderem ir à escola, as condições físicas dos estabelecimentos escolares são deploráveis. Muitas casas são, aliás, muito rudimentares e não têm saneamento básico.

        Contudo, um dos temas que mais choca o espetador é a exploração infantil. Com efeito, homens sem escrúpulos aproveitam-se da vulnerabilidade de crianças órfãs para as obrigar a mendigar. A maldade é de tal modo acentuada que estes homens chegam a cegar propositadamente crianças para, assim, apelar à sensibilidade das pessoas e conseguir obter mais dinheiro.

      Este filme leva-nos também a conhecer o desrespeito pelas mulheres, dado que é abordado o tema da exploração sexual. Esta questão é bem notória porque a amada de Jamal Malik é precisamente alvo dessa exploração.

    A corrupção está presente em muitas situações ao longo do filme e começa precisamente na postura do apresentador do concurso. Só com muita resiliência e coragem é que Jamal consegue enfrentar quer o apresentador quer a polícia.

       Por fim, salientamos que esta obra cinematográfica é uma janela aberta à reflexão sobre uma sociedade com graves problemas. É também uma lição de perseverança e de resiliência. Apesar do contexto social dramático de Jamal, ele consegue vencer!

 

 

 

      

Opinião sobre o projeto “10 minutos a ler”

Na minha opinião, o Projeto “10 minutos a ler” foi uma ideia de génios pois, atualmente, as crianças da nossa idade ficam agarradas aos telemóveis e este projeto mostra-lhes uma outra opção de entretenimento, a leitura. Desta forma poderão largar o vício das tecnologias e abrir uma porta para a leitura.

 

Resposta do aluno João Luís, 5.º I 

A CONSTRUÇÃO DE UM CADERNO DIÁRIO

   A turma do 5º E refletiu sobre a importância do caderno diário na vida escolar e concluiu que este objeto em branco está sempre pronto a ser utilizado.

   Cada um de nós trata-o de diferentes maneiras. Uns adoram vê-lo bonito, atrativo e elegante. Outros não lhe concedem o valor que ele realmente merece.

    Sendo o caderno diário, algo onde registamos os aspetos mais importantes das matérias, é fundamental que o tratemos bem e que o utilizemos diariamente. Só assim o caderno diário, estojo e o livro serão, em conjunto, devidamente utilizados e nos poderão dar os conhecimentos que precisamos.

   A experiência da turma não é a melhor, visto que as questões feitas e os trabalhos realizados, nem sempre, correspondem aos conhecimentos que o caderno diário contém.

   A partir deste momento, vamos fazer melhor.

 

Texto coletivo 5º E