Todos os artigos de Paula Rodrigues

Texto descritivo sobre um animal, inspirado em OnjaKi

Papagaio


Sou um papagaio
E gosto de falar.
Se me escreveres uma música
Também a posso cantar. 
Também sou conhecido como loiro, 
mas não sou assim, 
a menos que faças uma 
permanente em mim. 
80 anos posso viver,
são muitos anos a render.
Piadas de rir, até mais não poder…
Não te safas seco, 
nem que te escondas
num beco!
Muitos nos metem em jaulas,
para nós darmos aulas de comédia,
mas só ensinamos  a média.
Tenho umas penas lindas
E muito coloridas,
que só de olhar 
começas a chorar!

Daniela Silva, 6ºB

 

Jaguar

     É um felino de porte grande, para ir às áreas de serviço precisa de ir pelos pesados e não pelos ligeiros. 
     Por ser também chamado de  onça-pintada deixo esta pergunta: 
 Será que ela é pintada ou gosta de pintar? 
     Ele é o terceiro, não de uma corrida, mas sim o terceiro maior felino, mesmo atrás do tigre e do leão. 
    Tem uma mordida poderosa, portanto cuidado:
mãos dentro dos bolsos e pés dentro dos sapatos!
     As suas presas são do tamanho de um taco de beisebol.

     Frequentemente convive com a onça e, certas vezes, até se sentam para jantar à luz das velas.
 
 

Bárbara Alves, 6ºD

 

 

Peixe Pedra

   O peixe pedra é um dos peixes mais sorrateiros e covardes do oceano.
     É venenoso e para caçar, camufla-se nas pedras, esperando que algum peixe pouse em cima dos seus espinhos. 
     É o campeão das escondidas no Oceano e está no top Ten dos peixes mais feios. 
Como come outros peixes, ninguém quer ser amigo dele. 
 Se algum humano, pisar nele, terá  vontade de amputar a perna …e atirá-la para fora.
Dizem que os peixes pedra estão entre os peixes mais mortíferos. Com um veneno potente nas suas barbatanas dorsais espinhosas e tão forte que até pode matar um ser humano. Possui ossos equivalentes a «canivetes» presos nos seus olhos.

Afonso Manuel,6ºD

 

Raposa Vermelha

    Eu sou uma raposa-vermelha, ou Volpe rossa, na Itália.
    Nós, raposas, temos sabedoria e astúcia, que incluem: mudar de forma, destreza, habilidades de observação, disfarce, camuflagem, invisibilidade, persistência, gentileza e velocidade.  Não simbolizamos apenas a astúcia e inteligência, mas também a capacidade de solucionar problemas, não de matemática, isso deixamos para os humanos, mas, por exemplo, se nenhum animal encontrar maneira de atravessar o rio, a raposa encontrará um tronco e o empurrará, ou encontrará um atalho.
   Os celtas, diziam que as raposas são guias no mundo espiritual, pois conhecem as florestas intimamente. No Japão, a raposa é considerada um dos espíritos da chuva e um mensageiro do Inari, o deus do arroz. Nas Tribos do norte a raposa era vista como mensageiro inteligente e nobre e na Tribos das pradarias, a raposa era considerada uma trapaceira, que gasta piadas pesadas ou, pior ainda, atrai a morte! 

   Dói as pessoas acusarem-me de coisas que eu obviamente faço!
   Mas, em geral, todos têm que concordar, que a raposa é o animal mais astuto, inteligente, sagaz e ágil da natureza.

Catarina Almeida, 6ºB

 

 

Girafa

Vive na savana, com aquele pescoço enorme.

Cuidado girafa, lembra-te: não podes ficar doente, pois não há cachecol que cubra esse teu longo pescoço!

Quando tiveres fome, come folhas, não estrelas, ainda ficas com a garganta arranhada!

Sofia, 6ºH

 

Tucano

    O Tucano voa pela floresta a exibir o seu bico, é tão vaidoso que mais parece um pavão. 
    Vive num clima quente, passa a vida a suar…

    Adora estar na copa, não a tratar da louça, mas a observar a paisagem.

    É uma ave que se encontra desde o México até à Argentina, tendo família em vários pontos do Mundo.

    O Tucano gosta de fruta, mas tem de comer insetos, senão fica de castigo a lavar a louça na copa.

     Há alguns com bom gosto,  vivem em florestas tropicais, mas será que eles estão sempre de férias?

Nuno Novo, 6ºD

 

Canguru 

O canguru é um animal mamífero que vive na savana. 
É malandro e saltitão.
É alto, com pernas curtas e tem uma bolsa. Parece uma mulher, com tanta coisa que lá deve ter…
 Pratica desportos tal como o boxe e o salto em comprimento, mas é melhor no boxe, até já derrotou o John Cina. 

João, 6ºD

 

Sou um ser de 4 patas, adivinhem quem eu sou?

    Sou um mamífero, da família dos canídeos e como primo tenho o lobo… Respeitinho, respeitinho, estes não são para brincadeiras, mesmo em minoria é preciso ter cuidado. 

    Sou também o melhor amigo do homem. Sim, penso que existe uma forte amizade.

   Além de ter um excelente olfato, a minha audição é ainda melhor, sou bom caçador e corredor vigoroso, mesmo quando sou um rafeiro. 

    Sou um figurão, uma figura importante, até em filmes de Hollywood já participei.

    É hora de desvendar o mistério:
    Sou o cão, o meu nome científico é Canis Lupos Familiaris

   No Brasil e em muitas partes do mundo sou conhecido por cachorro.

   Ai, o que  estás a pensar….não sou de comer. Não me confundas com cachorro quente, cheio de mostarda e queijo derretido, hum já estou com água na boca!

 . 
Beatriz Santos, 6º H

 

 

 

 

 

Eu sou uma pantera e à noite ninguém me vê , sou escura como a noite. 

Se me queres vencer numa corrida, boa sorte para ti , como-te primeiro e depois vou atrás de um javali.

Gosto de estar na sombra, às vezes consigo ser muito preguiçosa , mas se quiseres brincar, cuidado sou perigosa.

Sou muito linda,  até os reis  se vão curvar, mas como tenho 4 patas  torna-se difícil desfilar.

Gosto de carne fresca e fácil de apanhar, mas se for preciso lá vou eu ter de me levantar.

Tenho dentes fortes e não  preciso de os escovar , mas  tenho um hálito que faz pessoas desmaiar.

Gosto da minha casa, ela é muito confortável , protejo-a  com quantas patas for preciso.
Se quiseres entrar,  Ahah! novato, vais ter de ser comidooooo.

 

Beatriz Silva, 6ºB

 

 

Saber viver, saber morrer.

Durante a minha vida:

  Todos nascemos com um plano de construção diferente, somos todos diferentes, costumes diferentes, maneiras diferentes, mas no fim somos todos iguais, temos direitos iguais, somos todos humanos e temos um coração sendo bom ou mau, temos um.

  Nascemos bebés e morremos, não todos da mesma maneira nem da mesma idade, mas no fim morremos, passamos por uma grande experiência chamada vida. Nascemos da nossa mãe depois de nove meses de gravidez. Nascemos numa determinada data, uma data especial, vamos para o nosso novo lar conhecer o resto da nossa família. Aprendemos a beber e comer, mais tarde a gatinhar, subimos o 1º degrau da escada da nossa vida, onde fazemos o nosso 1º aniversário e apagamos a 1ª vela.

  Continuamos a subir e damos o 1º passo, sem ajuda de pessoa alguma, falamos a primeira palavra, mais tarde começamos a ver crescer os primeiros dentes de leite e a comer pela nossa pequena mão. Apagamos a 2ª vela e subimos mais um degrau na vida.

  Vão acontecer muitas coisas nesta etapa da vida, onde ficamos mais inquietos por saber como as coisas funcionam e acontecem, mexemos nisto e naquilo, sem nunca parar. Entramos para a creche, onde aprendemos a fazer muitas atividades, a interagir com outras crianças da nossa idade e fazemos os primeiros amigos que depois irão passar a melhores amigos. Fazemos 3, 4 e 5 anos e já subimos 5 degraus na vida. Entramos para o 1º ano, temos muito para aprender e aplicar no dia a dia. Passam-se uns anos e entramos para o 4º ano, que é muito especial porque é a passagem do 1º ciclo para o 2º.

  Deixamos saudades no coração dos colegas, dos amigos e da professora que nos viu crescer toda esta etapa da vida.

  Fazemos 10 anos, o aniversário mais importante, porque é a passagem de um algarismo para dois. Aí já subimos 10 degraus na escada da vida e vamos ficando mais velhos. 

  Passamos para o 5º, 6º e 7º anos, quando já temos 12 anos, significa que a nossa infância está a acabar e que já subimos 12 degraus. 

  Continuamos para o 8º,9ºe 10ºanos, onde nesta etapa da vida fazemos 15 anos e isso significa que a infância acabou e a adolescência começa. 

  11º e 12º ficam para trás, saímos da escola e vamos para a universidade. Agora nesta etapa da vida, cada um escolhe o que quer ser e estudar. 

  Aí faço 18 anos e tiro, durante alguns anos, um curso para poder ser astronauta. Acabou a faculdade e candidato-me, a ser astronauta, na NASA, e eles aceitam-me vendo o meu curriculum. Testam a minha experiência no campo. Preparam-me para ir para o espaço, durante mais ou menos 3 anos, numa ida a Marte.

  Chega o grande dia, em que vou num grande foguetão a esse planeta. 3 anos passaram e regressei, vi a minha família, amigos e colegas de trabalho. 

  Que grande felicidade, mais uns anos passaram e fui ao espaço muitas mais vezes.

  Reformei-me aos 65 anos. Nessa grande altura já tinha subido 65 degraus. Vou viver para a antiga casa de campo dos meus falecidos avós, com o meu marido e os meus filhos. Fui envelhecendo durante uns longos anos. Fiz 90 anos de vida, subi 90 degraus. 

  Acabei por falecer aos 95 anos, numa altura muito feliz, no dia anterior tinha visto os meus netinhos. 

 

Durante a minha morte:

  Ao morrer, fechei os olhos para todo o sempre e não os podia abrir mais, mesmo que quisesse. Morri, estou morta, não posso voltar a interagir com outro ser humano. Aceito o verdadeiro facto de estar morta, aceito sem problemas, afinal todos morremos. Acordei numa espécie de sonho, um sonho muito delicado e bonito. À minha frente tinha 10 anjos, com velas na mão, 5 de cada lado de dois grandes homens. Deram-me as boas vindas, disseram-me que estava no céu, no sítio, onde todos os meus antepassados tinham ido parar. 

  Agradeci por me terem recebido e aberto as portas. Agora estava instalada na casa do Céu, dos meus antepassados, a casa a que um anjo me tinha levado, uma casa de campo muito simples, pequena e bonita. Havia em redor, além do campo, uma aldeia com muitas casinhas simples, como a que eu tinha. 

  Comecei com a minha vida habitual, como tinha, antes de morrer, só que comecei do 0. Senti uma grande diferença, uma diferença muito incomum, era uma vida, muito mais calma e pacífica, onde não havia guerras, lutas, violência, roubo, dor, tristeza e sofrimento. 

  Era o paraíso, paisagens bonitas e relaxantes, pessoas felizes e compreensivas. Era tudo uma maravilha, pairava a alegria e a santidade governava, em tudo o que era lugar. Uns anos se passaram e eu já tinha 122 anos de vida, tinha feito muitos amigos, e tinha-me tornado uma professora de ensino especial, que ajudava no céu, crianças com deficiências. Gostava muito da minha vida quando era viva, mas se a quero comparar agora, com a nova vida, a vida do céu é muito melhor. 

  Passaram-se mais anos, e recebo a feliz e triste notícia que os meus filhos morreram e vieram para o céu, para junto de nós!

  Gostei dessa notícia e eles ficaram felizes por me verem a mim e ao meu marido. Também começaram a viver a sua habitual vida. 

  No tempo que eu tinha livre, ia tomar um café e comer uma nata, ao café que ficava no centro da aldeia, mas outras vezes, via os meus netos crescer e serem bons homens com um belo trabalho. 

  Os anos foram passando, deixei de trabalhar estava a ficar muito, muito, velha e fraca, mas não estava a sofrer. 

  Passava o dia a dormir numa cama, acordava só para comer, depois voltava a deitar-me e a dormir. Morri a segunda vez, mas desta vez não fui para uma dimensão nova. Colocaram-me novamente, num caixão de mármore, e colocaram-me numa prateleira, que ficava num templo, entre um vale, chamado Pai e Filho. Eu, dentro do caixão fui para lá, mas a minha família continuava a viver a sua nova vida no céu, enquanto a outra parte da família continuava a viver e a morrer. 

Daniela, 6ºB

Viagem marcante

    Até à data de hoje nunca fiz uma viagem que me tivesse marcado. Se me perguntassem qual era o meu destino de sonho, eu não conseguiria dizer, porque existem inúmeros países que eu gostava de visitar.

   Entre eles está a Índia: um país asiático, cuja capital é Nova Deli e fica numa região chamada subcontinente indiano. O território indiano delimita-se com o Paquistão, a noroeste; com a China, o Nepal e o Butão, a norte, e com o Bangladesh e Myanmar, a nordeste. Possui um território que abrange uma área de 3,3 milhões de km2, onde vivem cerca de 1,2 bilhões de pessoas (o que coloca o país em segundo lugar entre os países mais populosos do mundo).

    Se fosse para a Índia, tinha vários locais que adorava conhecer e tinha uma experiência para realizar. Para mim, este é um país com uma cultura fascinante, decorrente do facto de a principal religião ser o Hinduísmo. As casas indianas costumam ter um santuário, um dos atos de adoração envolve a oferenda de incenso e flores aos deuses. Além de orações, os mantras (sons divinos) são praticados pelo povo indiano. A gastronomia indiana caracteriza-se por ser bem condimentada com diversas especiarias. Outra particularidade deste país é os seus habitantes não comerem carne de vaca, pois é considerado um animal sagrado. Em relação à música, os indianos têm um estilo musical bastante alegre. As danças são também bastante conhecidas tal como o vestuário típico de lá. Em termos de locais turísticos, a parte que mais adorava visitar é o Taj Mahal, pela sua história e arquitetura, o Lago Pichola, o Templo de Akshardhm, as Grutas de Ajanta, entre outros. A experiência que eu adorava realizar lá era fazer voluntariado com crianças de rua e ajudá-las, isto é, ensiná-las e envolvê-las em diferentes atividades, auxiliar a equipa local nas atividades do dia a dia (como preparar refeições).

     A viagem à Índia ia ter um grande impacto na minha vida porque, ajudar outras pessoas, ia fazer-me muito feliz e este país é rico em cultura e monumentos.

 

Lara Portilha,nº9,10ºD

 

    Uma viagem que eu gostaria de fazer era à Etiópia.

   Pode pensar-se que é pouco mais que um deserto ou um palco de fome e miséria e até de guerra. De facto, a Etiópia não é destino para quem quer viagens fáceis e pouco desafiantes. Contudo, na verdade, a Etiópia é um país comovente. É um destino para quem quer ser impactado, tanto física como emocionalmente. A Etiópia é um dos países mais fascinantes de África, tendo um aceitável número de locais classificados como Património Mundial pela UNESCO. O património histórico e cultural da Etiópia tem a sua pérola maior nas inigualáveis igrejas escavadas de Lalibela, mas inclui também locais como as ruínas de Aksum ou a cidade fortificada de Harar Jugol, isto para além do Vale do Omo, onde habitam algumas das tribos mais exuberantes da Etiópia. Quanto ao património natural, destaque para as paisagens do Parque Nacional de Simien, localizado entre Gondar e Axum, no norte do país. Tudo somado não faltam atrações espetaculares na Etiópia.

   Esta seria a minha viagem à Etiópia, uma viagem que seria impactante na minha vida, que concretizaria um dos meus objetivos: poder ajudar as pessoas que estão a viver na miséria.

 

Augusto Maia n.º 3 10.º D

Página de um diário de um marinheiro dos Descobrimentos

Oceano Atlântico, 2 de novembro de 1501

       Querida Amélia,

 

         Está uma noite muito escura e barulhenta. Todos, na nau, estão agitados, incluindo eu.

      Uma grande tempestade encontrou-nos no meio do caminho e estamos a ficar sem soluções. O capitão não sabe o que fazer para nos salvar e os marinheiros continuam a tentar tirar a água da nau, mas é em vão. A tempestade está descontrolada. Trovões não param de cair do céu, o vento vai para todos os lados e a chuva cai com toda a sua força. As nuvens têm num cinzento tão escuro que se confunde com o azul da noite. A probabilidade de sobrevivermos é muito baixa; as velas estão rasgadas, o mastro está prestes a cair e ninguém vai conseguir tirar a água toda do porão. 

       Eu acredito que não conseguiremos sair ilesos desta situação, por isso, escrevo-te esta carta. Eu amo-te muito, a ti e ao nosso filho, Manuel. Vós sois a luz da minha vida e eu não sei o que seria de mim sem vós! Fico agradecido por tudo. Vou rezar a Deus para que tudo vos corra bem e esta carta possa chegar a ti.

      Infelizmente, terei de deixar a carta por aqui. O capitão e alguns dos meus colegas que sobraram precisam da minha ajuda. 

     

                                                                                  Para sempre no teu coração, 

                                                                                                                                        Joaquim

 

Ana Jesus, n.º 2, 10.º D

 

 

 

Oceano Atlântico, 25 de julho de 1529. 

            Querido Diário,  

           Hoje foi o dia mais assustador da minha vida, nunca senti tanto medo e impotência! Só de relembrar aquele momento, sinto calafrios! Tudo aconteceu tão rápido, foi como se o universo estivesse contra nós e tudo o que fazíamos para o navio não afundar era inútil. Por mais que eu sinta um desespero só ao recordar, vou contar com detalhes o que ocorreu naquele trágico dia. 

       Lembro-me de acordar cedo; o dia estava gracioso, o oceano estava tão calmo e belo que transmitia uma sensação de paz ao meu coração; sempre admirei o mar, pensava que tínhamos uma conexão, e não o culpo pelo que aconteceu. No final da tarde, o dia estava escuro e sombrio, a paz que eu sentia, desapareceu. Chovia e o vento estava muito forte, não éramos nós que controlávamos o navio e sim o vento. Sentia-me como uma marionete: a tempestade tinha ganho uma força inexplicável, o navio balançava de um lado para o outro sem piedade. A água do mar entrava por todos os lugares do navio, como se o quisesse o possuir completamente, e, com tudo isso a acontecer, o pior realizou-se: o navio afundou e, junto com ele, todas as minhas emoções boas. Eu e alguns marinheiros conseguimos segurar-nos em pedaços de madeiras que não foram completamente destruídos pela tempestade. Queria que o capitão tivesse tido a mesma sorte; porém, ele morreu com honra e dignidade. O navio tinha um valor significativo para todos, lembro-me dele dizer: “ Em grande parte, tu és o capitão do navio e o mestre da sua própria alma”, tal como dizia Robert Koppel. Não sei se foi sorte, mas a água trouxe-nos até uma ilha. 

    Estamos nessa ilha há algumas horas e eu já sinto que é uma eternidade. Eu e os marinheiros fomos explorar a ilha e encontramos uma árvore muito bonita, com frutos vermelhos. Todos estavam com tanta fome que comeram a casca, as sementes e as folhas dessa fruta misteriosa, essa fruta tinha um sabor único. Depois descobrimos que eram  frutas vermelhas da árvore de Teixo encontradas em toda a América do Norte, Europa e partes do Oriente Médio.  

 

 

 

                                   Em parte incerta do Oceano Atlântico, 26 de julho de 1529 

            Querido Diário, 

            Eu não sei o que está a acontecer! Após tantas coisas, eu e o resto dos marinheiros resolvemos descansar um pouco e esperar por ajuda. Porém, hoje, quando acordoei, vi que todos estavam em péssimas condições de saúde: alguns estão com dor de cabeça, tremores, pupilas dilatadas, tonturas, fraqueza e outros morreram. Alguns morreram enquanto eu dormia, sinto-me perdido, não sabemos o que nos fez tão mal, mas eu desconfio que foi aquela fruta misteriosa, eu devia ter pensado que essa fruta podia ser venenosa. Sinto que foi culpa minha, como posso ter sido tão inocente? O que me garante que eu não sou o próximo? O que devo fazer? Onde estou? 

Sinto dificuldades em respirar e o meu coração está muito acelerado; se eu morrer, pelo menos, devo despedir-me corretamente. 

Mãe, se estiveres a ler isto, nunca esqueças que eu te amo muito e que sinto a tua falta. Creio que a senhora estava certa, eu não devia ter tomado a decisão de me tornar marinheiro, pelo menos não agora. 

Pai, sei que tudo o que mais querias para a tua vida e para a minha era eu ser marinheiro. Realizei o sonho, é pena que isso tenha custado a minha vida; tudo o que eu mais queria era o teu amor e respeito, nunca esqueças que, acima de tudo, eu continuo a amar-te. 

Irmã, sei que a nossa família pode ser complicada, mas acima de tudo precisamos de nos manter unidos, não deixes que eles decidam o que deves fazer no futuro, sei que estás destinada a grandes conquistas, sempre estarás no meu coração. 

Agora que contei a minha história, posso morrer em paz… 

 

Um simples marinheiro

Martim Domingues.

 

Isabelle Silva, n.º 7, 10.º D